A reprodução assistida ainda envolve imprevisibilidade. Mesmo com avanços da fertilização in vitro (FIV), a resposta aos hormônios, a qualidade dos óvulos e o número ideal de ciclos variam. Nesse contexto, a inteligência artificial (IA) surge como aliada para reduzir incertezas — tema debatido no último Congresso Brasileiro de Reprodução Assistida, em São Paulo.
Embora estudada há anos, a IA ganhou mais precisão recentemente. Hoje, embriologistas ainda dependem muito da avaliação visual, o que gera variações nas escolhas e ajuda a explicar por que as taxas de sucesso da FIV pouco mudaram. A IA contribui ao padronizar análises e identificar padrões invisíveis ao olho humano.
A tecnologia já apoia etapas como triagem de casais, análise de gametas, seleção embrionária, previsão de resultados e planejamento do estímulo ovariano. Também há softwares que avaliam óvulos e incubadoras time-lapse para análise de embriões, com eficácia atual entre 60% e 70%. No entanto, essas ferramentas ainda não substituem os métodos padrão e carecem de maior validação científica.
Outro avanço é o “escore de viabilidade”, que oferece projeções personalizadas de chance de gravidez, reduzindo a sensação de tentativa e erro. Ainda assim, especialistas reforçam: a IA é complementar. O cuidado humano, a decisão médica e o apoio emocional seguem sendo centrais no tratamento. IE
Robiali









