Não se constrói a vida sem amor
Para alguém como eu, que todas as manhãs acompanha as notícias do mundo, cada novo registro de mortes e guerras é um choque. É impossível não se perguntar: por quê tudo isso?
Deus nos deu um mundo maravilhoso. Um planeta rico em dádivas naturais, fértil, abundante, repleto de beleza por todos os lados. Há flashes de maravilhas a todo instante: notas musicais, gestos de bondade, centelhas de amor espalhadas pela vida. Ainda assim, o homem insiste em atirar, promover explosões, matar, aniquilar, destruir.
Não basta ao ser humano o poder. Além de querer mandar em tudo e em todos, ele deseja ir além, provar sua força causando mortes. Que noticiário triste. A cada manhã, a maldade de alguns amplia seus danos e espalha dor, sofrimento e uma tristeza profunda.
Quem dera um mundo distante disso tudo. Quem dera homens mais nobres em suas decisões, com atitudes que toquem a alma, promovam a paz e gerem felicidade, satisfação e vontade de viver.
Para haver felicidade, é preciso que exista alegria ao redor — e não dor. Para sorrir, é necessário um clima de harmonia, não de raiva e ódio. Não há felicidade em segurar uma arma ou apontar um canhão para o horizonte.
E, mesmo assim, para seguir em frente — quieto no seu canto, em manhãs tomadas por manchetes de guerra — é preciso elevar uma prece. Orar até mesmo por esses homens sanguinários, pedindo a Deus que lhes abra o coração para a paz e, ao mesmo tempo, perdoá-los.
Não se constrói a paz sem perdão.
Não se constrói a vida sem amor. Toninho Moré








