O novo governo da Bolívia anunciou na quarta-feira (17) que acabará com o programa de subsídios aos combustíveis, cujos preços permaneceram congelados durante 20 anos de administrações de esquerda.
A política de subsídios drenou as reservas internacionais de dólares do país e desencadeou a pior crise econômica em quatro décadas. A Bolívia centraliza as importações de gasolina e diesel, que compra a preço internacional e revende com prejuízo.
Segundo o governo de centro?direita do presidente Rodrigo Paz, que assumiu o poder em 8 de novembro, o programa fomentou esquemas bilionários de corrupção e contrabando.
“Com a publicação do decreto, serão anunciados os novos preços dos hidrocarbonetos (…). A retirada de subsídios mal concebidos no passado não significa abandono. Significa ordem, justiça, redistribuição clara”, afirmou o presidente Paz em um discurso exibido na televisão.
O mandatário também informou que o diesel será retirado da lista de substâncias controladas pelo governo, para facilitar a importação pelo setor privado.
“Os subsídios que foram usados para esconder o saque não voltarão a condenar a Bolívia. A estabilização dos preços (…) permitirá gerar recursos fiscais adicionais”, acrescentou.
Desde 2023, o país registrou períodos constantes de desabastecimento nos postos de combustível, com longas filas de veículos que aguardam por horas e, às vezes, dias. AFP
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