Giselle Dassie e Carlos Cubas numa viagem ao Atacama

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“Chegar ao Deserto do Atacama, em San Pedro, foi como pousar em outro planeta. Tons de vermelho, marrom e dourado, o chão seco, o ar rarefeito e um céu absurdamente azul de dia — e à noite, um espetáculo de estrelas impossível de descrever”, diz Giselle Dassie Leite, ao falar da viagem.

Colhemos de seu canal de Facebook, o relato feito pela venceslauense Giselle Dassie, de uma recente viagem quer fez junto a Carlos Cubas, para o Chile. O percurso foi todo feito de moto, e Giselle conta, aos detalhes, como foi essa aventura. Fomos autorizados por ela a postar essa breve história, que se tornou um marco em sua vida. 

“Saímos de Presidente Venceslau, no interior paulista, com a moto carregada e o coração cheio de expectativa. O asfalto conhecido logo ficou para trás, dando lugar à sensação libertadora de quem sabe que cada quilômetro à frente traria algo novo. Cruzar a fronteira com a Argentina foi o primeiro grande marco da aventura: estradas longas, retas infinitas, e vento batendo forte no capacete o tempo parecia correr diferente.

Cidades espaçadas, postos solitários e aquele silêncio cortado apenas pelo ronco do motor. O Aconcágua com sua imponência e com neve permanente é um show a parte. A paisagem mudava aos poucos até a aproximação da Cordilheira dos Andes, onde a estrada começa a desafiar o piloto com curvas, altitude e clima imprevisível. A travessia rumo ao Chile foi emocionante: montanhas gigantes, picos nevados e a sensação de estar cruzando um portal para outro mundo.

Chegar ao Deserto do Atacama, em San Pedro, foi como pousar em outro planeta. Tons de vermelho, marrom e dourado, o chão seco, o ar rarefeito e um céu absurdamente azul de dia — e à noite, um espetáculo de estrelas impossível de descrever. Pilotar por ali é uma mistura de respeito e contemplação; o deserto impõe silêncio, introspecção e admiração.

Depois de absorver toda aquela energia única, a rota seguiu para o sul, encontrando a lendária Rota 1 Pan-Americana. A partir daí, o Oceano Pacífico virou companheiro constante de viagem. À direita, falésias, praias selvagens e ondas quebrando com força; à esquerda, paredões imensos, vilarejos e cidades costeiras cheias de vida. O cheiro de sal no ar, o som do vento e a estrada serpenteando à beira-mar criavam uma trilha sonora perfeita.

Cada pôr do sol era um presente. Cada parada, uma história. Essa viagem não foi só sobre atravessar países, mas sobre atravessar limites — físicos e mentais. Uma jornada de liberdade absoluta, onde a moto vira extensão do corpo e a estrada, um lar temporário.

Uma daquelas viagens que não acabam quando o motor desliga… elas continuam vivendo dentro da gente. Hoje meu coração transborda gratidão. Depois de quase 8.100 km percorridos rumo ao deserto do Atacama, só posso agradecer a Deus e a Nossa Senhora por cada quilômetro protegido, por cada dia vivido e por cada retorno em segurança. Foram 19 dias de estrada, 15 hotéis diferentes, paisagens que parecem pinturas e experiências que ficarão para sempre na alma.

Nossa jornada começou em Presidente Venceslau, passou por Foz do Iguaçu e seguiu pela Argentina e pelo Chile, atravessando cidades como Posadas, Resistencia, Termas do Río Hondo, Purmamarca, Cafayate, São Pedro de Atacama, Taltal, San Andres, La Serena, São Francisco e Mendoza, até o retorno por Resistencia, Foz do Iguaçu e novamente Presidente Venceslau. Cada cidade trouxe seu encanto, cada estrada seu desafio.

Em nenhum desses dias saímos para a estrada sem antes entregar nossa vida e nosso caminho a Deus, pedindo a proteção do nosso Anjo da Guarda, de Nossa Senhora, e sabedoria e discernimento ao Espírito Santo. E em cada situação de perigo, em cada momento difícil, sentimos fortemente a presença Deles conosco, nos livrando dos riscos e nos protegendo das ciladas do inimigo.

Deixo também meu agradecimento especial ao meu piloto preferido, Cadu, Carlos Cubas, por toda a paciência, cuidado, companheirismo e por me proporcionar viver uma experiência tão intensa e transformadora. Nada disso teria sido igual sem você.

Ao fim dessa viagem maravilhosa, o que fica — além das paisagens encantadoras e das histórias vividas — é um profundo sentimento de gratidão. Gratidão pela vida, pela proteção, pela fé que nos sustentou e pela certeza de que nunca estivemos sozinhos”.  GDS

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