
Na manhã desta segunda-feira, onze ex-funcionários do consórcio responsável pela construção do Residencial Mauro Villanova, em Presidente Venceslau, se reuniram no local da obra para protestar contra o atraso no pagamento das rescisões trabalhistas.
Eles afirmam que foram dispensados em 13 de novembro e que, até agora, nenhum valor referente à rescisão — cujo pagamento estava previsto para 24 de novembro — foi depositado. Muitos relatam que a falta desse dinheiro está comprometendo o pagamento das contas mensais e pode agravar ainda mais a situação financeira neste período de festas de fim de ano.
“Saímos do serviço tranquilos, com a esperança de receber em dia, mas isso não aconteceu. A falta desse pagamento compromete totalmente o nosso planejamento. Já está faltando dinheiro para o cartão, aluguel e até energia. Não foi isso que nos prometeram. Nós trabalhamos, a obra está pronta e entregue, e precisamos receber”, disse Everton Soares França, que lidera o grupo.
A Agência Moré de Notícias conversou nesta manhã com um representante do Consórcio Habitacional ERJL, sediado em São Paulo. Ele explicou que, após a conclusão da obra, há uma retenção de 5% do valor total por parte da CDHU e que, até o momento, esse montante não foi liberado, o que estaria impedindo o repasse aos trabalhadores demitidos.
O representante informou ainda que, assim que o consórcio receber o valor retido, as rescisões serão pagas. Contudo, admitiu que não há prazo definido para que isso aconteça, restando aos trabalhadores apenas aguardar.
Obra foi entregue com a presença do governador e da prefeita
No dia 22 de novembro, o governador Tarcísio de Freitas esteve em Presidente Venceslau para a entrega dos 72 apartamentos do Residencial Mauro Villanova, localizado na área do antigo Campo da Mariana.
A cerimônia contou com a presença de diretores da CDHU, deputados e da prefeita de Presidente Venceslau, Bárbara Vilches. Durante o evento, as chaves foram entregues aos beneficiários, e muitos deles já estão residindo no local. AMN








