Um tribunal do Chile decretou, neste sábado (25), a prisão preventiva de um bombeiro e um funcionário florestal, acusados de serem os autores do incêndio que deixou 137 mortos na cidade turística de Viña del Mar.
A juíza Jeanette Oliva, do Tribunal de Garantias de Valparaíso, a noroeste de Santiago, disse, durante o anúncio de sua resolução, que “houve dolo direto de causar o incêndio e, ao menos, dolo eventual do resultado morte”.
Ambos vão cumprir a prisão preventiva de seis meses em um presídio da capital, Santiago.
Na sexta-feira, a polícia anunciou a detenção do bombeiro Ignacio Mondaca, de 22 anos, e de Franco Pinto, funcionário da Corporação Nacional Florestal (Conaf). Durante a audiência, o Ministério Público apontou o primeiro como o autor material e o segundo, como autor intelectual.
Oliva disse que “Pinto, como funcionário da Conaf, e Mondaca, como voluntário dos bombeiros, tinham acesso a informação relevante sobre as condições climáticas”.
Segundo as primeiras averiguações, o calor e as intensas rajadas de vento do dia do ocorrido, em pleno verão no hemisfério sol, propagaram rapidamente as chamas. AFP