A partir desta segunda (17/11), ministros assumem as negociações da COP30 após poucos avanços técnicos e sem temas centrais — como financiamento e novas metas de emissões — na agenda oficial. Para tentar destravar o processo, o Brasil indicou ministros estrangeiros como facilitadores em áreas como finanças, tecnologia e mitigação.
Apesar de anúncios trilionários do setor privado, países em desenvolvimento cobram que a maior parte dos US$ 300 bilhões anuais prometidos seja pública e defendem uma meta maior, de US$ 1,3 trilhão. A proposta de novos impostos globais enfrenta resistência e só deve ser analisada a partir de 2026.
Entre as iniciativas paralelas, destaca-se o Fundo de Florestas Tropicais, já com US$ 5,5 bilhões. A ausência dos EUA abriu espaço para a China e críticas a Trump. A Colômbia tenta liderar um movimento pelo fim dos combustíveis fósseis, tema ainda fora das negociações.
Do lado de fora, povos indígenas intensificaram protestos e pressionam pelo fim da exploração de petróleo e de grandes obras na Amazônia. O governo brasileiro foi levado a dialogar diretamente com eles.
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