O conceito de “cidades-esponja”, criado na China para conter enchentes, já inspira projetos no Brasil, como os parques urbanos de Curitiba e os banhados do Rio Grande do Sul. A estratégia consiste em áreas que absorvem e armazenam água da chuva, protegendo cidades de eventos extremos, melhorando a drenagem e trazendo benefícios ambientais, sociais e econômicos.
No Rio Grande do Sul, banhados naturais desempenhavam esse papel, mas foram degradados por ocupações urbanas e agricultura intensiva, reduzindo sua capacidade de absorção e sequestro de carbono. Em Curitiba, parques como Barigui funcionam como “esponjas” urbanas, contêm cheias e geram retorno econômico à população.
Especialistas alertam que mudanças na legislação e flexibilização das Áreas de Preservação Permanente (APPs) ameaçam essas “esponjas” naturais, enquanto a proteção e recuperação da vegetação nativa são consideradas urgentes para aumentar a resiliência das cidades frente às mudanças climáticas.








