

A Apoena (Associação em Defesa do Rio Paraná e Mata Ciliar) adquiriu novas sementes de árvores da flora brasileira que serão cultivadas no viveiro da entidade, ampliando a produção de mudas nativas destinadas à restauração ecológica, proteção dos ecossistemas e conservação dos rios e nascentes.
Entre as espécies incorporadas ao banco de sementes estão sangra-d’água, angico-do-cerrado, araçá-cagão, fruta-de-lobo, araçá-roxo, tarumã, mutambo, pau-viola, guaritá e capixigui — espécies típicas da Mata Atlântica, do Cerrado e de áreas de transição, fundamentais para a recomposição da vegetação nativa, recuperação de áreas degradadas e preservação da biodiversidade.
As novas sementes se somam àquelas coletadas pela própria associação em fragmentos remanescentes da floresta estacional semidecidual no Interior paulista.
Atualmente, a entidade trabalha com cerca de 70 espécies, garantindo que os projetos de restauração atendam à diversidade prevista pelas normas ambientais. A Apoena tem parceria com a Gênese Ambiental visando a melhoria da capacidade técnico-científica na produção das mudas.
De acordo com o presidente da Apoena, Djalma Weffort, o fortalecimento do viveiro representa um avanço estratégico para a atuação da instituição. “Cada nova espécie incorporada amplia nossa capacidade de promover restauração ecológica com qualidade técnica e diversidade, respeitando as características de cada bioma e contribuindo efetivamente para a recuperação ambiental da nossa região”, destacou.
As sementes passarão pelas etapas de germinação, crescimento e rustificação no viveiro da entidade, com acompanhamento técnico especializado, até estarem aptas para o plantio em projetos de reflorestamento, compensação ambiental e iniciativas de educação ambiental desenvolvidas pela instituição.
Segundo Djalma Weffort, o investimento contínuo na diversidade de espécies consolida a atuação da associação na promoção da sustentabilidade regional. “Trabalhar com espécies nativas da Mata Atlântica e do Cerrado é fundamental para proteger nossos rios, nascentes e a fauna associada a esses ecossistemas. A restauração começa com planejamento e diversidade, e é isso que buscamos garantir em cada projeto”, concluiu. AMN








