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A história do policial militar Rafael Sobral Barros mostra como uma decisão tomada em vida pode transformar muitas outras.
Após sofrer um grave acidente de trânsito em junho de 2016, Rafael morreu aos 33 anos. Como já havia manifestado à família o desejo de ser doador de órgãos, seus familiares autorizaram a doação de córneas, rins, fígado e coração. Dez anos depois, o impacto desse gesto continua sendo sentido por diversas pessoas.
Um dos casos mais marcantes é o de Nárriman Souza, que enfrentava uma grave doença cardíaca e recebeu o coração de Rafael em um transplante realizado em 19 de junho de 2016. Graças ao procedimento, ela ganhou uma nova chance de viver, voltou a trabalhar, se casou e segue acompanhando a saúde com sucesso.
Familiares descrevem Rafael como uma pessoa alegre, generosa, respeitosa e sempre disposta a ajudar os outros. Colegas da Polícia Militar Rodoviária também o recordam pelo bom humor, profissionalismo e capacidade de conquistar amizades por onde passava.
Para a família, existe um sentimento de conforto ao saber que parte dele continua viva em outras pessoas. Como eles próprios resumem:
“A sensação é de que Rafael continua vivo, dentro de cada pessoa que recebeu seus órgãos.”
A reportagem também reforça a importância da doação de órgãos e da conversa entre familiares sobre esse desejo, já que a autorização da família é fundamental para que o gesto possa ser concretizado. G1/PP















