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Relatório do Núcleo de Estudos da Violência da USP (NEV/USP) apontou falhas no atendimento de saúde a detentos em unidades prisionais do Oeste Paulista. Entre 2024 e 2025, mais de 22 mil atendimentos externos deixaram de ser realizados no estado de São Paulo por falta de escolta, incluindo consultas especializadas, cirurgias, exames e atendimentos de urgência.
Segundo o levantamento, entre 2017 e 2024, foram registradas 445 mortes de presos nas unidades do Oeste Paulista, sendo 74% causadas por problemas de saúde. O estudo também identificou milhares de casos de HIV, tuberculose e hepatite entre os detentos da região.
Famílias de presas da Penitenciária Feminina de Tupi Paulista relataram dificuldades no tratamento de doenças graves, como câncer e diabetes. Uma detenta com câncer no útero realiza quimioterapia em Presidente Prudente, mas, segundo familiares, enfrenta falta de medicamentos e transporte inadequado.
O relatório ainda aponta que 78 unidades prisionais do estado não possuem equipes vinculadas ao SUS e que muitas não contam com presença regular de médicos. Em nota, a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) afirmou que os detentos recebem atendimento médico nas unidades e que casos mais graves são encaminhados à rede pública de saúde, além do uso de telemedicina para ampliar o acesso aos serviços. Informações do G1/PP















