
A Polícia Civil de Mirante do Paranapanema deflagrou nesta quinta-feira a Operação Dark Childhood, com o objetivo de dar cumprimento a um mandado de busca domiciliar expedido em desfavor de um investigado, suspeito de assediar sexualmente crianças e adolescentes por meio de redes sociais, bem como armazenar conteúdo ilícito envolvendo menores.
As investigações tiveram início após a mãe de uma vítima, então com 11 anos, registrar Boletim de Ocorrência na Delegacia de Polícia do município, relatando que um número desconhecido, por meio do aplicativo de mensagens, estaria assediando sua filha e solicitando o envio de fotografias com imagens de nudez da menor.
Após intenso trabalho de inteligência policial, os investigadores apuraram que as mensagens eram encaminhadas da cidade de Mogi Guaçu, sendo identificado como suspeito um homem, de 47 anos, residente naquele município.
Diante dos elementos colhidos durante a investigação, a Polícia Civil representou pela expedição de mandado de busca domiciliar, medida posteriormente deferida pelo Poder Judiciário. Nesta quinta-feira, policiais civis de Mirante, com apoio de equipes da Central de Polícia Judiciária e do Instituto de Criminalística de Mogi Guaçu, deram cumprimento à ordem judicial.
Durante as diligências, foram apreendidos diversos aparelhos eletrônicos, dentre eles computadores e telefones celulares. Em análise preliminar realizada pelos policiais, foi localizado vasto material contendo fotografias e vídeos ilícitos envolvendo crianças e adolescentes, armazenados em pasta oculta, além de diversas conversas de cunho sexual mantidas pelo investigado com menores. Conforme apurado, as vítimas eram induzidas e manipuladas pelo suspeito para encaminharem fotos suas com nudez.
O delegado responsável pela ocorrência deu voz de prisão ao investigado, que foi conduzido ao Plantão Policial de Mogi Guaçu, onde foi autuado em flagrante pelo crime previsto no artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/90), consistente no armazenamento de imagens pornográficas envolvendo menores.
O suspeito, que já possui antecedentes pela prática de delitos da mesma natureza, permanece à disposição da Justiça, aguardando audiência de custódia. A Polícia Civil também representou pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva.
Os aparelhos eletrônicos apreendidos serão submetidos à perícia técnica especializada, permitindo o aprofundamento das investigações e eventual identificação de outras vítimas.
Exploração sexual infantojuvenil
A Polícia Civil explica que a exploração sexual infantojuvenil em ambiente digital constitui grave modalidade criminosa, demandando constante atuação dos órgãos de persecução penal e atenção permanente da sociedade, sobretudo diante da hipervulnerabilidade das vítimas.
Sob esse aspecto, frisa ser de suma importância o monitoramento, pelos pais e responsáveis, das atividades de crianças e adolescentes no ambiente virtual, especialmente quanto ao uso de redes sociais e aplicativos de mensagens.
“A Polícia Civil permanece à disposição da população para o recebimento de denúncias e informações, que podem ser encaminhadas pelos canais 180 e 197 ou diretamente às unidades policiais, sempre sob absoluto sigilo”, ressalta o órgão. O IMPARCIAL








