Diversos países têm discutido limitar o acesso de menores de idade às redes sociais, como Alemanha, Reino Unido, França e Austrália. No Brasil, o chamado ECA Digital, em vigor desde março, não proíbe o uso, mas impõe restrições de conteúdo.
A preocupação cresce diante do alto tempo de exposição às telas: cerca de metade dos jovens de 15 anos em países da OCDE passa ao menos 30 horas semanais em dispositivos digitais. Especialistas, porém, divergem sobre a eficácia das medidas. Para muitos, limitar idade ou conteúdo não resolve problemas mais amplos das plataformas.
Entre os principais riscos estão algoritmos viciantes, rolagem infinita e notificações constantes, além da exposição a conteúdos sensíveis. Esses fatores podem impactar sono, saúde mental, desempenho escolar e relações sociais.
Pesquisadores também apontam dificuldades na aplicação de restrições etárias e defendem mudanças mais profundas no modelo de negócios das redes, baseado em maximizar o tempo de uso. Mesmo adultos enfrentam dificuldades para se desconectar, o que reforça a necessidade de uma regulação mais abrangente.
Na União Europeia, regras já exigem maior transparência e mitigação de riscos pelas plataformas, mas especialistas consideram os avanços ainda limitados.








