Uma cachorrinha que viveu há cerca de 15,8 mil anos, na atual Turquia, foi identificada como o cão mais antigo já conhecido pela ciência, segundo estudos publicados na revista Nature. O fóssil é aproximadamente 5 mil anos mais antigo do que o registro anterior.
Os restos — um fragmento de crânio encontrado em Pinarbasi, antigo abrigo de caçadores-coletores — indicam que o animal tinha poucos meses de vida e aparência semelhante à de um pequeno lobo.
A descoberta reforça a ideia de que a relação entre humanos e cães já existia no período paleolítico, embora ainda não se saiba exatamente qual era o papel desses animais. Pesquisadores apontam que, além de possíveis funções práticas, os cães já podiam oferecer companhia aos humanos — e até interagir com crianças.
Evidências no local mostram que humanos e cães eram enterrados juntos, sugerindo um vínculo próximo. Também há indícios de que esses animais eram alimentados pelos grupos humanos.
Os cientistas acreditam que cães e lobos se separaram há pelo menos 24 mil anos, mas ainda não há consenso sobre quando, onde e por que ocorreu a domesticação. A busca pelo chamado “elo perdido” entre as duas espécies continua sendo um dos principais desafios da pesquisa.
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