
Um dia diferente
Tec… tec… tec… tec…
Esse barulhinho logo cedo já dava o sinal de que o dia seria diferente. É aquele tipo de ruído que o carro faz quando a bateria acaba. Pois é… lá fui eu comprar uma nova para poder sair de carro pela manhã.
Mas antes mesmo disso já amargava uma notícia triste: a morte do meu amigo Pezão, o Fernando, com quem tive o prazer de cultivar uma horta no terreno onde moro. Ele não conseguiu vencer as complicações de uma cirurgia no intestino e acabou falecendo aos 46 anos.
Pouco depois ainda enfrentei um escorregão no quintal de casa. Caí com o traseiro no chão e aumentou a dor que venho sentindo nas minhas hérnias de disco na cintura. Quando a gente vai levantar, não tem jeito… sai aquele gemido inevitável: “aiiii…”
Mais tarde descobri que o ar-condicionado do meu novo escritório pifou. Ou seja, lá vêm mais custos pela frente.
Ah! E ainda tive pela frente alguns pessimistas de plantão, daqueles que insistem em reclamar da situação de tudo logo no primeiro trimestre do ano. Quando a gente encontra um desses logo pela manhã, parece que o dia já começa querendo ir embora.
O tempo foi passando e uma chuvinha fina — que eu, particularmente, aprecio bastante — ia tomando conta da cidade. Só não agradava muito quem tinha compromisso e precisava caminhar pequenos trechos a pé.
No meio dessa onda toda, estávamos comemorando o aniversário da minha filha Laís, dentro da nossa famosa sequência de datas de março: 9 (Gustavo), 10 (Toninho), 11 (Benício), 12 (Laís e Jussara Dantas).
É sempre uma delícia comemorar o aniversário da filha, mandar mensagens e receber de volta o carinho do seu agradecimento.
No final da tarde, ainda recebi notícias sobre o Vila e o procedimento cirúrgico que ele enfrentaria lá em Goiânia. Como temos uma amizade forte e sincera, a preocupação entrou em cena.
Para fechar o dia, saímos à noite para um jantar rápido com a Lali e a família. E pronto… a parte de baixo da pizza estava torrada, e o amargor do dia parecia ter ido parar justamente naquela comida, que acabou virando mais um pequeno transtorno para todos nós.
No fim das contas, voltei para casa meio desconfiado com esse dia esquisito, caminhando pela escuridão da minha rua — que não recebe uma lâmpada nova há meses.
Eita, pô! Toninho Moré















