Nathália Vale fala sobre o IPREVEN

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O Instituto de Previdência dos Servidores Municipais de Presidente Venceslau (Ipreven) tornou-se, nos últimos dias, um dos assuntos mais comentados nos meios políticos e administrativos da cidade. Debates na Câmara Municipal, manifestações de apoiadores e questionamentos sobre a condução do órgão trouxeram o instituto para o centro das atenções.

Criado com o objetivo de garantir a aposentadoria e outros benefícios previdenciários aos servidores públicos municipais, o Ipreven tem papel fundamental na estrutura administrativa do município. Por isso, qualquer mudança ou discussão envolvendo o instituto acaba despertando interesse não apenas entre servidores, mas também em toda a comunidade.

Em meio a esse cenário de debates e questionamentos, um nome passou a ganhar destaque nas conversas sobre o tema: o da ex-presidente do instituto, Nathália do Vale. Reconhecida por muitos pelo trabalho realizado à frente do órgão, Nathália também viu seu nome entrar no centro da discussão após sua saída da direção do Ipreven.

Para esclarecer pontos importantes sobre o funcionamento do instituto, comentar a situação atual do Ipreven e falar sobre os acontecimentos recentes, o Blog do Toninho conversou com Nathália do Vale. Na entrevista a seguir, ela fala sobre sua trajetória, explica o papel do instituto, analisa o momento vivido pelo Ipreven e comenta também sobre sua saída do cargo. AMN

Respostas de 2

  1. E Toninho, quase a vaca vai pro brejo. Mas outubro esta ai.
    Aí ela vai com certeza.

  2. Antes de tudo quero parabenizar ao Toninho por essa entrevista esclarecedora. Como é um tema difícil por ser totalmente técnico, é preciso explicar e esclarecer ao máximo para todos nós venceslauenses.
    Quero também parabenizar a Nathalia do Vale pela sua clareza e sinceridade nas colocações, pela sua postura e retidão. Não a conheço pessoalmente mas já a admiro.
    Vou já fazer uma afirmação que julgo ser um divisor de águas entre gestão responsável e gestão irresponsável, sem compromisso com a cidade: o Ipreven é vítima da politicagem, da incompetência e do despreparo de gestores municipais.
    Resgatando alguns detalhes da história, que a Nathalia não citou, no início criaram o Ipreven só no papel, os prefeitos deixaram de recolher as contribuições para o INSS mas não recolheram a parte da prefeitura para o Ipreven. E esse foi o início do rombo, do déficit. Quando o Ipreven foi criado de fato, como a altarquia citada pela Nathalia, eu estava lá na gestão do Osvaldo como chefe de gabinete. Com base nos primeiros estudos atuariais, fizemos o planejamento de mitigação do rombo para ocorrer no período de 30 anos. Ou seja, após a criação do fundo, os recolhimentos legais com base nos cálculos atuariais anuais, mais os rendimentos dos investimentos, dariam a condição de auto suficiência para que o Ipreven arcasse com todos os pagamentos, no ano de 2031. O que parecia um longo período na época, hoje estaria prestes a acontecer.
    Mas o que houve nesse período que impediu o plano inicial de acontecer se não os desvios promovidos pelas gestões que se sucederam?
    Como os demais prefeitos, fui alvo da CEI promovida pela Câmara Municipal, para avaliar responsabilidades sobre a gestão do Ipreven que, à época, já apresentava problemas sérios. Recebi o relatório total dos trabalhos feitos por uma empresa especializada contratada para tanto. Fiquei abismado ao ler o relatório e tomar conhecimento de que somente na minha gestão, todos os critérios e leis, repasses conforme os apontamentos atuariais, etc, foram cumpridos à risca. Faço questão de fazer esse esclarecimento, e tudo o que afirmo aqui pode ser comprovado pois é público e está documentado, exatamente para separar o joio do trigo. Não posso deixar abater sobre a minha equipe que se desdobrou incansavelmente à época para fazer tudo absolutamente correto, cumprir a nossa parte no equacionamento do déficit, para que seja colocada no mesmo balaio dos que não tiveram a responsabilidade que deles se esperava e se espera.
    Lembro também, que o único apontamento do relatório daquela CEI que trazia algum se não à nossa gestão, estava errado. A empresa que fez o levantamento, se confundiu e anotou uma falta de aprovação da Câmara Municipal, de uma apreciação num determinado ano, do estudo atuarial. Mostrei a eles o erro na minha resposta e solicitei a sua retificação.
    A falta de atitudes sérias da Câmara Municipal contra os fatos levantados pela CEI, me deixa também estarrecido. Faltou, no meu modo de ver, com a sua responsabilidade fiscalizadora, e, portanto, também teve responsabilidade secundária no atual quadro.
    É extremamente doloroso ver e comprovar que a total falta de compromisso e preparo de alguns desses políticos cuja sustentação se baseia somente na propaganda enganosa nas redes, onde simulam ser o que não são, nos deixe nessa situação à beira do caos.
    A Nathalia tocou em alguns fatos que não são só preocupantes. No meu modo de ver, são de uma irresponsabilidade sem limites. A segregação de massas, apesar de poder estar dentro da lei, é uma aberração que vai gerar muito mais problemas futuros. Porque o Ipreven ao não ser criado com tal previsão, nunca esteve apto a suportar esse verdadeiro golpe. Queria muito ver um atuário tecnicamente fazer uma análise futura com isenção dessa irresponsabilidade. E mais, a falta da reposição dos nossos funcionários através de novos concursos, também causa um impacto absurdamente negativo no Ipreven que foi pensado e planejado para receber as novas contribuições dos novos participantes e, portanto, ter um aumento na sua arrecadação, ao mesmo tempo em que passa a arcar com as novas aposentadorias. Sem esse equilíbrio, ou seja, só aumentando as aposentadorias sem o aumento do volume das contribuições, realmente caminhamos a passos largos para o caos.
    Gostaria imensamente de poder relatar alguma coisa diferente, um alento aos nossos funcionários públicos e à nossa população. Não tenho bola de cristal, mas o futuro do nosso Ipreven é mais do que preocupante. A se manter essa falta de compromisso, esse despreparo, esse descaso, realmente o caos é inevitável.

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