
IPREVEN EXPÕE NOVO CENÁRIO POLÍTICO EM VENCESLAU
O caso do Ipreven se transformou no principal assunto político de Presidente Venceslau desde a última segunda-feira, quando os vereadores rejeitaram o nome indicado pela prefeita para assumir a presidência do instituto de previdência dos servidores municipais.
A sessão na Câmara Municipal foi marcada por tensão. Um grupo de apoiadores da administração esteve presente para defender o novo indicado e, inconformado com a decisão da ala oposicionista, acabou discutindo com alguns vereadores. A cena deixou claro que o episódio ultrapassou os limites de um simples trâmite administrativo e ganhou contornos políticos.
Como acontece com praticamente tudo nos dias atuais, o assunto rapidamente migrou para as redes sociais. No Facebook, onde existe uma forte corrente de críticos da atual gestão municipal, o tema viralizou. Lives, vídeos e comentários passaram a alimentar uma sequência de debates, acusações e interpretações sobre o caso.
Cada nova informação passou a gerar mais um capítulo da história. Há pouco, por exemplo, o vereador Wilson Hirakawa publicou um vídeo nas redes sociais para tranquilizar os servidores inativos quanto ao pagamento deste mês, demonstrando que o episódio ainda está longe de se encerrar.
Um dos pontos mais comentados envolve a decisão da prefeita de exonerar a então presidente do Ipreven antes mesmo da manifestação do Conselho Deliberativo do instituto, que previa sua permanência no cargo até o final de março. Com a saída antecipada, o órgão ficou momentaneamente sem direção, situação que acabou gerando preocupação entre aposentados e pensionistas.
Mas, acima de tudo, o episódio revelou algo maior: o novo cenário político dentro da Câmara Municipal.
Com a entrada de Wilson Hirakawa no lugar do vereador João Cola, a base de apoio do Executivo perdeu a maioria. O placar de 7 votos a 5 na rejeição do nome indicado para o Ipreven deixou isso evidente.
Durante anos, a administração municipal se acostumou a vencer votações no Legislativo com relativa tranquilidade. Agora, o quadro é diferente. O equilíbrio de forças mudou e cada projeto deverá ser discutido com mais negociação e articulação política.
O episódio do Ipreven pode ter sido apenas o primeiro sinal dessa nova fase. E, ao que tudo indica, outros capítulos ainda virão. Toninho Moré








