A imensa maioria das mulheres estrangeiras e filhos de jihadistas do grupo Estado Islâmico (EI) que estavam no campo sírio de Al-Hol desapareceu desde a retirada das forças curdas que os vigiavam, informaram fontes humanitárias e testemunhas à AFP.
O que aconteceu com eles? Segundo as fontes, alguns foram retirados às escondidas, outros fugiram para o exterior aproveitando que as autoridades faziam vista grossa, uma parte mudou de setor no campo e outros foram transferidos de província.
Não se sabe ao certo, já que as autoridades não se pronunciam, mas as imagens de Al-Hol falam por si.
O campo abrigava cerca de 24.000 pessoas, das quais aproximadamente 6.300 eram mulheres e crianças estrangeiras retidas em uma ala de alta segurança, conhecida como Anexo, que agora perdeu boa parte de seus ocupantes.
As Forças Democráticas Sírias (FDS, dominadas pelos curdos) retiraram-se em 20 de janeiro, sob a pressão do exército, que entrou no local no dia seguinte como parte de uma ofensiva no nordeste do país para impor sua autoridade em todo o território sírio.
“Desde o sábado passado, não há mais do que vinte famílias no Anexo”, detalhou uma das fontes, que pediu anonimato. Outra fonte de uma organização humanitária confirmou que o prédio está quase “vazio”.
Havia famílias de 42 nacionalidades. Muitas eram mulheres e crianças originárias da Rússia, do Cáucaso e das repúblicas da Ásia Central, que seus respectivos países se recusam a repatriar. IE
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