A França deve manter sua oposição ao acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia na votação prevista para esta sexta-feira (9).
Embaixadores dos Estados-membros da UE se reunirão no Comitê de Representantes Permanentes (Coreper) para deliberar sobre o tratado, que era para ter sido votado e assinado em dezembro passado, mas acabou adiado devido à resistência de França e Itália.
“O voto francês deve ser ‘não’, obviamente. É a palavra dada pelo governo há semanas e que não mudou”, disse nesta quinta (8) o ministro de Relações com o Parlamento de Paris, Laurent Panifous, em entrevista a uma rádio local. Ele, no entanto, reconheceu que a França deve ficar “isolada”.
“Mas, para mim, o que conta é que a palavra do governo francês seja ouvida na Europa e que os agricultores e pecuaristas saibam que o governo os apoia”, acrescentou o ministro, em meio a novos protestos com tratores em Paris contra o acordo, inclusive em monumentos como a Torre Eiffel e o Arco do Triunfo.
Paris impõe três condições para aprovar o tratado com o Mercosul: salvaguardas contra flutuações excessivas nos preços e nas importações de produtos agropecuários sul-americanos; a proibição de mercadorias feitas com pesticidas e aditivos vetados na União Europeia; e a possibilidade de efetuar controles fitossanitários diretamente nos países exportadores. Ansa
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