O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), cancelou nesta terça-feira, 2, a sabatina e a entrega do relatório para a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). A sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) estava prevista para o dia 10 de dezembro, mas foi adiada após o atraso do governo no envio da mensagem com a indicação.
Em nota, Alcolumbre voltou a atacar o Palácio do Planalto e disse ser “grave” a tentativa de interferência do governo na agenda do Senado. De acordo com ele, o cancelamento é para evitar críticas do governo por vício regimental. “Essa omissão, de responsabilidade exclusiva do Poder Executivo, é grave e sem precedentes. É uma interferência no cronograma da sabatina, prerrogativa do Poder Legislativo”, declarou.
“Para evitar a possível alegação de vício regimental no trâmite da indicação — diante da possibilidade de se realizar a sabatina sem o recebimento formal da mensagem —, esta Presidência e a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) determinam o cancelamento do calendário apresentado”, concluiu Alcolumbre.
Alcolumbre já tinha elevado a tensão com o Palácio do Planalto no fim de semana. No domingo, 30, o presidente do Senado negou qualquer interesse fisiológico em troca da aceitação de Messias. Nos corredores, parlamentares do PT admitiam a possibilidade de liberar cargos no Banco do Brasil e na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para obter apoio do chefe do Salão Azul. EC









