O secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro, delegado Felipe Curi, informou nesta quarta-feira (29) que 121 pessoas foram mortas durante a megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão, realizada na terça-feira (28). Ainda foram registradas 113 prisões e 10 apreensões de adolescentes. A Defensoria Pública, no entanto, afirma que o número de mortos pode chegar a 132.
O governador Cláudio Castro explicou que a contagem oficial considera apenas os corpos que chegam ao IML, após perícia. “Não contabilizamos por imagem ou foto. O trabalho de perícia não terminou”, disse em coletiva.
Testemunhas relataram que cerca de 60 corpos foram retirados da mata e levados por moradores à Praça da Penha. Entre eles, a costureira Tauã Brito, cujo filho foi morto na operação, criticou a ação: “Não vai dar em nada. Lá fora tem um montão de gente aplaudindo isso, que foi uma chacina. Entraram com algum esporte, algum estudo, alguma coisa de melhoria pra mudar a vida dos jovens? Não mudaram nada!”
A operação se tornou a mais letal da história do Rio e do Brasil, superando o massacre do Carandiru, em São Paulo, em 1992, quando 111 presos morreram.
O episódio ocorre dias antes de eventos globais no Rio relacionados à cúpula das Nações Unidas sobre o clima COP30, incluindo a cúpula de prefeitos do C40 e o Prêmio Earthshot, que terá a presença do príncipe William. O estado costuma intensificar operações de grande escala contra facções criminosas antes de grandes eventos internacionais. IE
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