A Malásia autorizou novas buscas pelo voo MH370, desaparecido em 2014 com 239 pessoas a bordo. A operação será conduzida pela Ocean Infinity, empresa especializada em robótica marítima, e abrangerá uma área de 15 mil km² no Oceano Índico Meridional.
O acordo prevê pagamento de US$ 70 milhões à empresa apenas se os destroços forem encontrados, seguindo a política de “sem descoberta, sem taxa”. A busca deve durar 18 meses e foi autorizada após negociações que confirmaram a existência de indícios considerados “críveis”.
O MH370 decolou de Kuala Lumpur com destino a Pequim em 8 de março de 2014 e desapareceu menos de uma hora depois, desviando da rota prevista. Investigadores acreditam que o Boeing 777 caiu no sul do Oceano Índico, mas as causas do desaparecimento permanecem desconhecidas.
Esta não é a primeira tentativa de localizar o avião: entre 2014 e 2017, uma operação multinacional vasculhou 120 mil km² do oceano sem sucesso. Fragmentos supostamente do MH370 foram encontrados em ilhas e costas do Oceano Índico, mas sem esclarecer o mistério.
O desaparecimento gerou diversas teorias, incluindo falha intencional do piloto ou ação militar, mas a resposta definitiva só será possível se os destroços forem localizados. Familiares dos passageiros pressionam por respostas e já moveram ações de indenização contra a Malaysia Airlines, Boeing, Rolls-Royce e seguradora Allianz.









