O plano de paz apresentado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta segunda-feira (29), foi recebido com reações divididas em Gaza e Israel. A proposta de 20 pontos visa encerrar o conflito de quase dois anos entre Israel e o Hamas, incluindo cessar-fogo, libertação de reféns, desarmamento do grupo islamista e retirada gradual de Israel da Faixa de Gaza.
Em Gaza, moradores expressaram ceticismo e medo de que o plano seja irrealista ou uma manobra para enganar as facções armadas. “Está claro que este plano é pouco realista”, disse Ibrahim Joudeh, de 39 anos. Muitos destacam que o povo palestino continua pagando o preço das negociações que não se concretizam. Alguns, porém, demonstram esperança, como Anas Sorour, de 31 anos: “Nenhuma guerra dura para sempre. Desta vez estou bastante otimista.”
Em Israel, a reação foi de esperança cautelosa. Manifestantes em Tel Aviv celebraram a iniciativa, enquanto familiares de reféns e vítimas do ataque do Hamas em outubro de 2023 demonstraram otimismo, embora receosos de novas decepções. A população israelense espera principalmente a libertação de reféns, a desmilitarização do Hamas e a retirada israelense de Gaza.
O conflito já deixou um alto número de vítimas: segundo dados oficiais, 1.219 israelenses, a maioria civis, foram mortos no ataque inicial do Hamas, e cerca de 66.055 palestinos, também majoritariamente civis, morreram na ofensiva de represália de Israel. Dos 251 reféns sequestrados, 47 permanecem em Gaza, sendo 25 considerados mortos pelo Exército israelense.
















