Desde o início da guerra na Ucrânia, dezenas de milhares de menores teriam sido levados contra a vontade para a Rússia, segundo autoridades ucranianas e diplomatas internacionais. Muitos foram retirados de internatos ou campos de filtragem em cidades ocupadas, como Mariupol, e entregues a famílias adotivas russas ou mantidos em orfanatos.
O caso de Sasha, de 14 anos, chamou atenção recentemente: separado da mãe durante a ocupação de Mariupol, ele conseguiu retornar à Ucrânia com a ajuda da avó. A mãe permanece desaparecida.
Segundo o governo ucraniano, cerca de 19.546 crianças foram deportadas, embora a Rússia negue os sequestros, afirmando que os menores foram “resgatados”.
O retorno das crianças enfrenta burocracia e leis russas rigorosas, exigindo testes de DNA e tutelas legais. Até agora, 1.603 crianças foram devolvidas à Ucrânia nos últimos três anos.
ONGs e pesquisadores seguem monitorando os casos, enquanto a pressão internacional aumenta para garantir a devolução segura e rápida das crianças.
















