
Pesquisa do Procon-SP aponta que 30,14% dos apostadores gastam acima de R$ 1000 por mês em jogos online e apostas esportivas. Quatro de cada dez apostadores se endividaram após o início do relacionamento com as bets.
A segunda edição da pesquisa anual da entidade sobre esse mercado ouviu 2.724 consumidores entre 4 de dezembro de 2025 e 9 de janeiro de 2026. O índice de jogadores caiu proporcionalmente, de 16,37% em 2025 para 13,03% esse ano.
Como na edição de 2025, entre os apostadores, mantém-se o perfil de geralmente ser homem, 61,8%, ter até 44 anos, 82,5% e com renda de até dois salários mínimos, 38,6%.
As duas maiores faixas de gasto médio mensal foram as mais cresceram: quem gasta entre R$ 500 e R$ 1000 por mês aumentou de 7,19% para 10,1% no período. Já os que gastam mais de R$ 1000 subiu de 18,33% para 30,14% esse ano.
As bets, que consideram apostas esportivas e jogos digitais, como o Tigrinho, afetam mais os mais pobres: 73% dos apostadores recebem até 4 salários mínimos.
Outro destaque é sobre o perfil dos apostadores que informam já ter se endividado em razão de jogos e apostas: mulheres (53,9%), de até 30 anos (44,7%) e com renda de até dois salários mínimos (46,8%).
“Esse é um dos pontos mais expressivos em comparação com 2025 e reforça a importância de um monitoramento contínuo deste mercado e de indicadores sobre essas relações de consumo para proteger o cidadão”, argumenta a diretora Adjunta de Estudos e Pesquisas do Procon-SP, Elaine da Cruz
Outros dados que o levantamento apontou são: 56,6% diz se sentir influenciados por propagandas com celebridades ao realizar apostas. Já 62,2% relatam já ter enfrentado problemas com a empresa que oferta jogos e apostas, sendo o principal a recusa em pagar o prêmio e 52,4% alegam já ter comprometido boa parte da renda, utilizando dinheiro aplicado ou empréstimo para jogar. ID
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