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Pesquisa aponta avanço da leishmaniose na região
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Homem ou o animal infectados se tornam reservatórios da doença; prevenção é o principal remédio. (Foto: Arquivo/Gabriela Oliveira/AI Unoeste)

A leishmaniose vem se espalhando rapidamente pelo Oeste Paulista desde 2005, ano em que foi relatado o primeiro caso na região.

A constatação faz parte de uma pesquisa chamada “Características clínicas e distribuição espacial da leishmaniose visceral em crianças do Estado de São Paulo: um foco emergente de leishmaniose visceral no Brasil”, um estudo interinstitucional que conta com a participação de docentes de uma universidade de Presidente Prudente.

O trabalho analisou a evolução clínica, o tratamento e aspectos epidemiológicos de 63 crianças encaminhadas ao Hospital Regional (HR) de Presidente Prudente, vindas de 45 municípios que compõem a Rede Regional de Assistência e Saúde 11 (RRAS11), diagnosticadas e tratadas entre 2006 e 2010.

A pesquisa mostra que a leishmaniose é emergente no Oeste do Estado de São Paulo e foi motivada pelo registro de 330 casos humanos na região entre 2005 e 2012, sendo 19 óbitos.

A leishmaniose visceral é uma zoonose, doença que precisa de um animal vertebrado para completar seu ciclo, para isso, costuma usar um cachorro doméstico. Isso porque depois de utilizar o cão como reservatório, o mosquito transmissor infectado, que vive normalmente em ambientes escuros, úmidos e com acúmulo de lixo orgânico, pode numa simples picada levar a doença ao ser humano.

E o desafio de combater à leishmaniose ganhou destaque também em âmbito internacional, já que revista especializada em saúde e doenças tropicais “Pathogens and Global Health” publicou o estudo.

Resultados
O estudo mostra alguns fatores que contribuem para a redução no número de óbitos e evolução das crianças, como a agilidade no período entre diagnóstico e tratamento. Além disso, a internação em um hospital de referência – como o HR – com equipe multidisciplinar e suporte de UTI pediátrica é fundamental.

Durante a pesquisa, apenas um óbito foi registrado. Os municípios de Panorama e Tupi Paulista tiveram o maior número de pacientes em tratamento, com 21% e 16,5% respectivamente.
A idade média das crianças internadas foi de 3,3 anos, enquanto o espaço entre o diagnóstico e início de tratamento foi de 16 dias; já o tempo médio de internação hospitalar, 18 dias.

Um detalhe que merece atenção é que 9,6% das crianças sofreram com o reaparecimento da doença ou sintoma depois de tratadas, sendo que 19% foram levadas para a UTI pediátrica.

(Portal Prudentino)

17:30:59

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